A Torre
Se fosse dada a você a possibilidade de ser Deus por um dia, o que você faria? Claro, acabaria com o sofrimento, mudaria uma série de coisas erradas que existem no mundo, etc. Com isso o mundo deixaria de ser o mundo e passaria a ser seus conceitos e preconceitos manifestados. O mundo seria você e não mais o mundo. Você já parou para pensar que o que existe no mundo, bom ou ruim, quer concorde ou não, existe porquê é necessário para a evolução humana? Sobre o que você perguntou, o tarot responde da seguinte maneira: nem tudo que quero, posso, nem tudo que posso, quero, e quando tento querer a qualquer custo o que não posso, a ruína e a queda são o que obtenho como resultado. Paz, felicidade, alegria e riqueza espiritual e material.
(Samine - O Cigano da Alma Nua)
Thursday, November 16, 2006
Só sei
"Luz e sentido e palavra
é o que o coração não pensa..."
legião urbana
Hoje acordei inspirada, mas não necessariamente para escrever. Acordei pensando em viver. Acordei preparada para o que desse e viesse. Acordei desejando o melhor, pensando não em mim, mas em tudo. Querendo que o mundo se visse como eu me vejo, mesmo que não me vissem como eu me vejo, ou como os vejo. Queria que o mundo caísse na real. Um mundo realista, não fatalista ou pessimista. Queria que todos enxergassem suas reais possibilidades...parassem de se preocupar com o que "pode ser" ou "poderia ter sido", ou melhor, parassem de se preocupar, ponto. Sei lá... começassem a viver.é o que o coração não pensa..."
legião urbana
Apesar de "nonsensical", esse discurso é válido, mesmo que não se entenda. Sabe por quê? Porque eu sei o que é o sem sentido. O sem sentido é tudo o que não se pensa. Além disso, como esse blog está oficialmente às moscas, e eu agora, mais do que nunca, não tenho a intenção de mudar isso, passo a escrever para mim mesma, seguindo a velha máxima de que o escritor escreve pensando no seu leitor, no seu alvo, o que atualmente representa a minha própria pessoa, hehe.
Marcadores:
descobertas,
literatura
Friday, October 13, 2006
recebido do Hamilton
Olá! Tudo Bem?
Saia de casa só pelo gosto de caminhar. Sorria para todos. Faça um álbum de família. Conte estrelas. Telefone para seus amigos.
Diga "gosto muito de você"! Converse com Deus. Volte a ser criança. Pule corda. Apague de vez a palavra "rancor". Diga "sim".
Dê uma boa risada! Leia um livro. Peça ajuda. Corra. Cumpra uma promessa.
Cante uma canção. Lembre o aniversário de seus amigos. Ajude alguém doente.
Pule para se divertir. Mude de penteado. Seja disponível para escutar. Deixe seu pensamento viajar. Retribua um favor. Termine aquele projeto. Quebre uma rotina.
Tome um banho de espuma. Escreva uma lista das coisas que lhe dão prazer. Faça uma gentileza. Escute os grilos. Agradeça a Deus pelo sol. Aceite um elogio. Perdoe-se.
Deixe que alguém cuide de você. Demonstre que está feliz. Faça alguma coisa que sempre desejou. Toque a ponta dos pés. Olhe com atenção uma flor. Só por hoje evite dizer "não posso". Cante no chuveiro. Viva intensamente cada minuto da vida.
Inicie uma tradição familiar. Faça piquenique no quintal. Não se preocupe.
Tenha coragem das pequenas coisas. Ajude um vizinho idoso. Afague uma criança. Reveja fotos antigas. Escute um amigo. Feche os olhos e imagine as ondas do mar.
Brinque com seu mascote. Permita-se brilhar. Dê uma palmadinha nas Suas próprias costas.
Torça pelo seu time.
Pinte um quadro.
Cumprimente um novo vizinho.
Compre um presente para você mesmo.
Mude alguma coisa. Delegue tarefas. Diga "bem vindo" a quem chegou.
Permita que alguém o ajude.
A-gra-de-ça!
Saiba que não está só. Decida-se a viver com "paixão", sem ela nada de grande se consegue.
(autoria desconhecida)
Uma Ótima Semana !!!
Saia de casa só pelo gosto de caminhar. Sorria para todos. Faça um álbum de família. Conte estrelas. Telefone para seus amigos.
Diga "gosto muito de você"! Converse com Deus. Volte a ser criança. Pule corda. Apague de vez a palavra "rancor". Diga "sim".
Dê uma boa risada! Leia um livro. Peça ajuda. Corra. Cumpra uma promessa.
Cante uma canção. Lembre o aniversário de seus amigos. Ajude alguém doente.
Pule para se divertir. Mude de penteado. Seja disponível para escutar. Deixe seu pensamento viajar. Retribua um favor. Termine aquele projeto. Quebre uma rotina.
Tome um banho de espuma. Escreva uma lista das coisas que lhe dão prazer. Faça uma gentileza. Escute os grilos. Agradeça a Deus pelo sol. Aceite um elogio. Perdoe-se.
Deixe que alguém cuide de você. Demonstre que está feliz. Faça alguma coisa que sempre desejou. Toque a ponta dos pés. Olhe com atenção uma flor. Só por hoje evite dizer "não posso". Cante no chuveiro. Viva intensamente cada minuto da vida.
Inicie uma tradição familiar. Faça piquenique no quintal. Não se preocupe.
Tenha coragem das pequenas coisas. Ajude um vizinho idoso. Afague uma criança. Reveja fotos antigas. Escute um amigo. Feche os olhos e imagine as ondas do mar.
Brinque com seu mascote. Permita-se brilhar. Dê uma palmadinha nas Suas próprias costas.
Torça pelo seu time.
Pinte um quadro.
Cumprimente um novo vizinho.
Compre um presente para você mesmo.
Mude alguma coisa. Delegue tarefas. Diga "bem vindo" a quem chegou.
Permita que alguém o ajude.
A-gra-de-ça!
Saiba que não está só. Decida-se a viver com "paixão", sem ela nada de grande se consegue.
(autoria desconhecida)
Uma Ótima Semana !!!
Marcadores:
descobertas
Friday, October 06, 2006
Bom fim de semana!!
SILÊNCIO
Pense em alguém que seja poderoso.
Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?
Lobos não gritam.
Eles têm a aura de força e poder.
Observam em silêncio.
Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.
Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.
Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.
Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.
Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia e continua a trabalhar mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.
Olhe.
Sorria.
Silencie.
Vá em frente.
Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.
Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.
Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.
Não é verdade !
Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.
Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.
Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.
Você pode escolher o silêncio.
Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: "me arrependo de coisas que disse, mas jamais de meu silêncio".
Responda com o silêncio, quando for necessário.
Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.
Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos.
Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.
E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.
(Aldo Novak)
Pense em alguém que seja poderoso.
Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?
Lobos não gritam.
Eles têm a aura de força e poder.
Observam em silêncio.
Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.
Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.
Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.
Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.
Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia e continua a trabalhar mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.
Olhe.
Sorria.
Silencie.
Vá em frente.
Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.
Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.
Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.
Não é verdade !
Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.
Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.
Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.
Você pode escolher o silêncio.
Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: "me arrependo de coisas que disse, mas jamais de meu silêncio".
Responda com o silêncio, quando for necessário.
Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.
Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos.
Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.
E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.
(Aldo Novak)
Marcadores:
descobertas,
literatura
Tuesday, October 03, 2006
Marieta ataca novamente - mais um capítulo
oi.
Sei que nunca fui o que você achava que eu deveria ser. Por mais que nossa vida e convivência fosse perfeita, sabia que pra você, algo não se encaixava em mim. E sinceramente, isso nunca me afetou...até o dia em que você resolveu que deveria me mudar.
Meu amor por você nunca vai ser negociado, ele faz parte do meu ser, assim como prefiro acreditar que seja com você. Isso nem está em discussão. Agora, amar não pressupõe aceitar demandas sem questionar. Este direito você vem exercendo, não pelo seu poder hierárquico, como você pensa, mas pelo amor. Gostaria também de poder exercer esse direito, que também tenho, de questionar as nossas decisões, de não engolir o que não aceito.
Eu sempre fui diferente, concordo. Acho que pra você, se eu aparecesse um belo dia e dissesse: "Gente, sou lésbica", ou então "Vou me alistar na Legião Estrangeira", você provavelmente nem iria entranhar, porque de mim se esperaria algo assim, bem "tosco" e esdrúxulo. Depois da "não-surpresa", você iria tentar me demover da idéia, e talvez até fosse bem sucedida. Porque durante muito tempo, eu acreditei nos livros. Você nunca precisou me dizer quais eram nossos papéis na nossa relação, porque estava tudo lá. Se eu tivesse uma opinião, e ela fosse contraria a sua, provavelmente era porque a minha era errada, e apesar de ainda achar que não, pois pensava muito e pra mim era o que tinha lógica, eu aceitava a sua lógica, de pessoa mais velha e experiente. Mas sou mais velha e experiente agora, já vivi, já viajei, convivi com pessoas dos mais diferentes naipes e tive contato na prática, com o que antes eu deduzia na teoria e arquivava, para dar lugar aos seus "pré-conceitos" sobre a vida. Se antes eu concordava, apesar de matar meu ser aos poucos com essa atitude auto-repressora, hoje não mais. Sei que sou única no mundo, minhas opiniões e visões do mundo servem só pra mim, e mais ninguém, e tenho certeza que elas estão certas. Elas constituem a minha verdade, a Verdade sobre a minha existência, algo que vinha buscando, inconscientemente, desde que me entendo por gente. Então não ligue se eu ouvir seus "conselhos", assentir com educação, sair e fazer algo diferente. Respeito sua forma de viver, mas meu caminho quem vai traçar sou eu.
Um beijo.
Marieta C.
Sei que nunca fui o que você achava que eu deveria ser. Por mais que nossa vida e convivência fosse perfeita, sabia que pra você, algo não se encaixava em mim. E sinceramente, isso nunca me afetou...até o dia em que você resolveu que deveria me mudar.
Meu amor por você nunca vai ser negociado, ele faz parte do meu ser, assim como prefiro acreditar que seja com você. Isso nem está em discussão. Agora, amar não pressupõe aceitar demandas sem questionar. Este direito você vem exercendo, não pelo seu poder hierárquico, como você pensa, mas pelo amor. Gostaria também de poder exercer esse direito, que também tenho, de questionar as nossas decisões, de não engolir o que não aceito.
Eu sempre fui diferente, concordo. Acho que pra você, se eu aparecesse um belo dia e dissesse: "Gente, sou lésbica", ou então "Vou me alistar na Legião Estrangeira", você provavelmente nem iria entranhar, porque de mim se esperaria algo assim, bem "tosco" e esdrúxulo. Depois da "não-surpresa", você iria tentar me demover da idéia, e talvez até fosse bem sucedida. Porque durante muito tempo, eu acreditei nos livros. Você nunca precisou me dizer quais eram nossos papéis na nossa relação, porque estava tudo lá. Se eu tivesse uma opinião, e ela fosse contraria a sua, provavelmente era porque a minha era errada, e apesar de ainda achar que não, pois pensava muito e pra mim era o que tinha lógica, eu aceitava a sua lógica, de pessoa mais velha e experiente. Mas sou mais velha e experiente agora, já vivi, já viajei, convivi com pessoas dos mais diferentes naipes e tive contato na prática, com o que antes eu deduzia na teoria e arquivava, para dar lugar aos seus "pré-conceitos" sobre a vida. Se antes eu concordava, apesar de matar meu ser aos poucos com essa atitude auto-repressora, hoje não mais. Sei que sou única no mundo, minhas opiniões e visões do mundo servem só pra mim, e mais ninguém, e tenho certeza que elas estão certas. Elas constituem a minha verdade, a Verdade sobre a minha existência, algo que vinha buscando, inconscientemente, desde que me entendo por gente. Então não ligue se eu ouvir seus "conselhos", assentir com educação, sair e fazer algo diferente. Respeito sua forma de viver, mas meu caminho quem vai traçar sou eu.
Um beijo.
Marieta C.
Marcadores:
croniquinhas,
descobertas,
livros
Algo que não encaixa
"E é só você que tem a cura do meu vício de insistir
Nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi..."
(índios - legião urbana)
(índios - legião urbana)
Ah, tá bom. E pensar que sempre se pode achar algo pra escrever...
No meio dessa "seca" criativa (que não reflete meu estado de espírito, muito pelo contrário...) muita coisa aconteceu, muita coisa foi pensada, sentida, dita e feita, mas pouco se escreveu, pelo simples fato de ser esta que vos escreve uma espécie de Ernest Hemmingway às avessas. Acordo um belo dia e resolvo: "Vou escrever! Ora, que maçada, vê se tem cabimento uma escritora que, em tendo material literário a balde, debalde o escreve, se priva de seu ofício!" Toca a trabalhar; procuro aqui e ali um mote, um início, uma desculpa qualquer, e eis que, em uma epifania aristotélica, surge em minha mente o motivo, não para produzir uma crônica ou mesmo um conto , mas o motivo, a razão da falta da tal inspiração: a emoção, esse buraco negro dos sentimentos, tomou conta do meu ser. Desta feita o máximo que conseguirei será um texto até que bem escrito, modéstia às favas, mas sem sentimento. O sentimento, meus senhores, se absorveu, se embebeu em meu ser, atraído pela emoção, e hoje tudo o que sei de escrever é dado à tecnica, pura e simples. Mas, ó indignamente teimoso ser, a escritora insiste e quer ser lida, mesmo sabendo que não vai despertar no leitor mais do que a fagulha que a ela própria fez perder algumas horas e traçar algumas linhas. Isso se muito.
(...)
Ora, ora.
Após o festival de pernosticismo acima, vamos ao post de verdade: Tenho milhares de palavras que não saem da minha cabeça, e algumas até escapam, mas a maioria fica perdida pelo caminho. Acho que ando com minha cabeça muito acima da mão (acima das nuvens, melhor dizendo...) pra conseguir traduzir em textos o que vem acontecendo em minha vida. Por ora tudo o que me vem são sensações, boas, ânimo renovado pra finalmente começar a viver, do jeito que sempre achei que devia, que era certo pra mim, mas que não era verdade suficiente para os outros. Viver a minha realidade, não sobreviver na opinião alheia. Mas vou achar e destravar o botão de escrever com emoção, pode deixar.
No meio dessa "seca" criativa (que não reflete meu estado de espírito, muito pelo contrário...) muita coisa aconteceu, muita coisa foi pensada, sentida, dita e feita, mas pouco se escreveu, pelo simples fato de ser esta que vos escreve uma espécie de Ernest Hemmingway às avessas. Acordo um belo dia e resolvo: "Vou escrever! Ora, que maçada, vê se tem cabimento uma escritora que, em tendo material literário a balde, debalde o escreve, se priva de seu ofício!" Toca a trabalhar; procuro aqui e ali um mote, um início, uma desculpa qualquer, e eis que, em uma epifania aristotélica, surge em minha mente o motivo, não para produzir uma crônica ou mesmo um conto , mas o motivo, a razão da falta da tal inspiração: a emoção, esse buraco negro dos sentimentos, tomou conta do meu ser. Desta feita o máximo que conseguirei será um texto até que bem escrito, modéstia às favas, mas sem sentimento. O sentimento, meus senhores, se absorveu, se embebeu em meu ser, atraído pela emoção, e hoje tudo o que sei de escrever é dado à tecnica, pura e simples. Mas, ó indignamente teimoso ser, a escritora insiste e quer ser lida, mesmo sabendo que não vai despertar no leitor mais do que a fagulha que a ela própria fez perder algumas horas e traçar algumas linhas. Isso se muito.
(...)
Ora, ora.
Após o festival de pernosticismo acima, vamos ao post de verdade: Tenho milhares de palavras que não saem da minha cabeça, e algumas até escapam, mas a maioria fica perdida pelo caminho. Acho que ando com minha cabeça muito acima da mão (acima das nuvens, melhor dizendo...) pra conseguir traduzir em textos o que vem acontecendo em minha vida. Por ora tudo o que me vem são sensações, boas, ânimo renovado pra finalmente começar a viver, do jeito que sempre achei que devia, que era certo pra mim, mas que não era verdade suficiente para os outros. Viver a minha realidade, não sobreviver na opinião alheia. Mas vou achar e destravar o botão de escrever com emoção, pode deixar.
Marcadores:
croniquinhas,
descobertas
Friday, September 29, 2006
Encerrando uma semana de cão
A Arte de Ser Feliz
Cecília Meireles
HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê- las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.
HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
MAS, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Cecília Meireles
HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê- las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.
HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
MAS, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Marcadores:
literatura
Tuesday, September 12, 2006
Quem sou eu
Se eu fosse...
...céu, seria o céu de Julho, ora cinza, ora clara;
...mar, seria o mar do Rio de Janeiro, serena, pacífica, mas com "ressacas" monumentais de vez em quando;
...clima, seria o do outono, ou início de inverno: fria, mas radiante;
...floresta, seria a de Araucárias (você que pensa que só tem uma espécie de arvore lá, tá?);
...filme, seria um do Almodóvar, ou do Tarantino, que aparentemente não têm lógica, mas têm tudo a ver e a dizer...
...pintura, seria de Dalí, insana-idade surrealista;
...música, seria uma ópera, cheia de drama, e um pouco de humor também...;
...livro, seria um romance, ora entediante, ora absorvente;
...carro, seria um sedã (não me pergunte porquê!)
...estrada, seria a Autobahn, com várias faixas de "velocidades recomendadas" (hihihi...);
...bicho, seria um serval (conhece? pois é...)
...sapato, seria uma bota, confortável, mas elegante;
...enfim, se eu fosse normal...não seria Nuts!
...céu, seria o céu de Julho, ora cinza, ora clara;
...mar, seria o mar do Rio de Janeiro, serena, pacífica, mas com "ressacas" monumentais de vez em quando;
...clima, seria o do outono, ou início de inverno: fria, mas radiante;
...floresta, seria a de Araucárias (você que pensa que só tem uma espécie de arvore lá, tá?);
...filme, seria um do Almodóvar, ou do Tarantino, que aparentemente não têm lógica, mas têm tudo a ver e a dizer...
...pintura, seria de Dalí, insana-idade surrealista;
...música, seria uma ópera, cheia de drama, e um pouco de humor também...;
...livro, seria um romance, ora entediante, ora absorvente;
...carro, seria um sedã (não me pergunte porquê!)
...estrada, seria a Autobahn, com várias faixas de "velocidades recomendadas" (hihihi...);
...bicho, seria um serval (conhece? pois é...)
...sapato, seria uma bota, confortável, mas elegante;
...enfim, se eu fosse normal...não seria Nuts!
Marcadores:
croniquinhas,
descobertas
Friday, September 08, 2006
mensagem para o fim de semana
ENQUANTO OS VENTOS SOPRAM
Conta-se uma história sobre um fazendeiro que possuía terras próximas ao
litoral do Pacífico. Ele constantemente anunciava estar precisando de
empregados, mas a maioria das pessoas não queria trabalhar nas fazendas da
região; temiam as terríveis tempestades que varriam a região, fazendo
estragos nas construções e nas plantações.
Procurando constantemente por novos empregados, ele só recebia recusas.
Até que um dia, finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se
aproximou do fazendeiro.
- Você é um bom lavrador? - perguntou o fazendeiro.
- Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram - respondeu o pequeno
homem.
Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda,
empregou-o. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se
ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com
o trabalho do homem.
Então, certa noite, o vento uivou ruidosamente.
O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou:
- Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas!
O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente:
- Não senhor. Eu lhe falei: "eu posso dormir enquanto os ventos sopram".
Enfurecido pela resposta, o fazendeiro queria despedi-lo imediatamente mas, em vez disso, ele se apressou em sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado, trataria depois...
Para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros e todas as portas encontravam-se muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo
foi muito bem amarrado; nada poderia ser arrastado. O fazendeiro, finalmente, entendeu o que seu empregado quis dizer. Então, retornou para sua cama, para também dormir enquanto o vento soprava...
O que se pode refletir sobre essa história é que quando se está preparado - espiritual, mental e fisicamente - nada se tem a temer. Os temores e angústias são construídos sobre o nosso despreparo: falta confiança em Deus e em nós mesmo. Devemos aproveitar o período de bonança para a nossa preparação, organização de nossa vida, revisão de metas e muita, muita oração. Devemos pedir a Deus que nos mostre a preparação que precisamos ter e como construir nossa "casa" sobre a rocha, ao invés da areia...
Feito isso, você pode dormir enquanto os ventos soprarem em sua vida! E bons sonhos!
Conta-se uma história sobre um fazendeiro que possuía terras próximas ao
litoral do Pacífico. Ele constantemente anunciava estar precisando de
empregados, mas a maioria das pessoas não queria trabalhar nas fazendas da
região; temiam as terríveis tempestades que varriam a região, fazendo
estragos nas construções e nas plantações.
Procurando constantemente por novos empregados, ele só recebia recusas.
Até que um dia, finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se
aproximou do fazendeiro.
- Você é um bom lavrador? - perguntou o fazendeiro.
- Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram - respondeu o pequeno
homem.
Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda,
empregou-o. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se
ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com
o trabalho do homem.
Então, certa noite, o vento uivou ruidosamente.
O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou:
- Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas!
O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente:
- Não senhor. Eu lhe falei: "eu posso dormir enquanto os ventos sopram".
Enfurecido pela resposta, o fazendeiro queria despedi-lo imediatamente mas, em vez disso, ele se apressou em sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado, trataria depois...
Para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros e todas as portas encontravam-se muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo
foi muito bem amarrado; nada poderia ser arrastado. O fazendeiro, finalmente, entendeu o que seu empregado quis dizer. Então, retornou para sua cama, para também dormir enquanto o vento soprava...
O que se pode refletir sobre essa história é que quando se está preparado - espiritual, mental e fisicamente - nada se tem a temer. Os temores e angústias são construídos sobre o nosso despreparo: falta confiança em Deus e em nós mesmo. Devemos aproveitar o período de bonança para a nossa preparação, organização de nossa vida, revisão de metas e muita, muita oração. Devemos pedir a Deus que nos mostre a preparação que precisamos ter e como construir nossa "casa" sobre a rocha, ao invés da areia...
Feito isso, você pode dormir enquanto os ventos soprarem em sua vida! E bons sonhos!
Marcadores:
croniquinhas,
descobertas,
mensagens
Tuesday, September 05, 2006
teste de maturidade (hehe, sou quase podre...)
| You Are 65% Grown Up, 35% Kid |
Congratulations, you are definitely quite emotionally mature. Although you have your moments of moodiness, you're usually stable and level headed. |
Marcadores:
descobertas
Subscribe to:
Posts (Atom)