Outro dia, saindo pra levar meu filho na escolinha, dei de cara com duas mulheres indo trabalhar, conversando pelo caminho, bastante animadas. Mas o que tem isso de mais? Nada, se naquele momento não tivesse notado uma coisa: eu não as notei antes. Como assim? Todo dia, elas passam por aquele mesmo caminho, naquele exato momento em que estou tirando o carro e saindo com meu filho. Assim como nao as notava, não notava a dupla de corredores que passavam pela rua lateral, já a caminho da escolinha. Também não notava meu vizinho tirando o lixo, ou o caminhão de água parando sempre no mesmo ponto da rua. Daí lembrei do Truman, saindo pra trabalhar e repetindo sempre os mesmos movimentos e passando sempre pelas mesmas situações, sem notar que era apenas um personagem, atuando na ficção que era sua própria vida. Imaginei que, como Truman, um dia eu poderia "acordar" e perceber isso a tempo de tomar as rédeas da minha vida. E senti que ao fazer isso, estaria abrindo mão de tudo o que tinha como certo até então, me despindo de todas as coisas que eu tinha, ou melhor, que me tinham, e assim, aparentemente sem nada, poderia então começar a viver. Só o que faltava era coragem. A coragem de encarar o fato de que tudo o que eu tinha não é nada, que precisarei talvez começar do zero, e a essa altura do campeonato é super-humano recomeçar. Mas é também a coisa mais saudável a se fazer. Recomeçar a linda e maravilhosa história da minha vida. Da minha vida real.
Mais um tabu quebrado. Não é porque eu escolhi um caminho "errado", ou melhor justamente por causa disso, não devo persistir no erro e continuar nesse caminho. a vida nos proporciona retornos, desvios, e quem toma a iniciativa de voltar atrás não deve de jeito nenhum se considerar ou ser considerado fraco. É preciso espírito forte, porque será um caminho novo, talvez nem tão seguro, mas é preciso tentar, porque pior do que se arriscar a um novo fracasso é teimar no antigo fracasso, só por ser mais cômodo, ou pela ilusão de que as coisas irão se ajeitar com o tempo.
Tuesday, August 29, 2006
Tuesday, August 22, 2006
momento besteirol
Enquanto não sai um texto decente, vou deixar umas pérolas registradas aqui, só pra alegrar o meio de semana da galera. Essa foram "colhidas" em uma escola municipal daqui de São João de Meriti:
"Tenho sentido muito mal. Outro dia desmaiei, e fiquei lá, sem que meu marido se preocupasse. Quando voltei a SI, já tinha passado muito tempo."
"Os alunos descem os DEGRAIS aos pulos..."
"...Para 2 casais e R$20 para pessoas ADJACENTES..."
"Estou evitando comidas assim CALORENTAS..."
"O comportamento da mãe é exemplar: ela deixa no portão e sai, não fica ONDULANDO."
"A coitadinha trabalhou 15 anos na mesma casa sem carteira, não tinha vínculo EMPREGADIÇO"
"Tenho sentido muito mal. Outro dia desmaiei, e fiquei lá, sem que meu marido se preocupasse. Quando voltei a SI, já tinha passado muito tempo."
"Os alunos descem os DEGRAIS aos pulos..."
"...Para 2 casais e R$20 para pessoas ADJACENTES..."
"Estou evitando comidas assim CALORENTAS..."
"O comportamento da mãe é exemplar: ela deixa no portão e sai, não fica ONDULANDO."
"A coitadinha trabalhou 15 anos na mesma casa sem carteira, não tinha vínculo EMPREGADIÇO"
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Tuesday, August 08, 2006
Férias
Deitada na cama do quartinho, senti a brisa vinda da "floresta" atrás da casa. Pela primeira vez em muito tempo precebi a brisa, algo que é tão frequente no lugar onde morei que quase nem nos damos conta dela. Aqui, só desse quarto eu percebo o ventinho. No resto da casa a brisa, quando vem, lembra mais o bafo de um dragão com azia.
Fiquei aqui pensando em como as coisas se tornam tão banais a ponto de não as percebermos mais. Como ficar de mau humor quando algo não vai bem, e secar feito maracujá, velho, amarelo, de rabugice, sem se dar conta do tempo jogado fora. Ou de se decepcionar com o amor e achar a coisa mais normal do mundo dizer que "homem é tudo igual" ou "mulher não presta". Se iludir com palavras a ponto de inventar uma história e repetí-la à exaustão até acreditar na própria mentira.
Por isso é que eu fico sem beber, prestando atenção aos outros que bebem, vez ou outra. É interessante você ver o outro lado, desviar a atenção do rotineiro, quebrar seus próprios modelos. A gente se surpreende ao ver o quanto a gente se ilude.
"A walk on part in a war or a lead role in a cage?"
Férias pra mim sempre tiveram um gosto especial. Um sei lá misturado de liberdade e tempo para "tarefas" acumuladas, como ler muito, inventar coisas novas ou simplesmente não fazer nada.
Hoje as férias estão muito sem gosto. Falta ums pitada de canela, ou quem sabe, graças as novas dietas da moda, estão "sugar-free". Não sei. Não se fazem mais férias como antigamente. Ou fui eu que esqueci como são realmente.
(Nova Iguaçu, RJ, 20/12/2005)
Fiquei aqui pensando em como as coisas se tornam tão banais a ponto de não as percebermos mais. Como ficar de mau humor quando algo não vai bem, e secar feito maracujá, velho, amarelo, de rabugice, sem se dar conta do tempo jogado fora. Ou de se decepcionar com o amor e achar a coisa mais normal do mundo dizer que "homem é tudo igual" ou "mulher não presta". Se iludir com palavras a ponto de inventar uma história e repetí-la à exaustão até acreditar na própria mentira.
Por isso é que eu fico sem beber, prestando atenção aos outros que bebem, vez ou outra. É interessante você ver o outro lado, desviar a atenção do rotineiro, quebrar seus próprios modelos. A gente se surpreende ao ver o quanto a gente se ilude.
"A walk on part in a war or a lead role in a cage?"
Férias pra mim sempre tiveram um gosto especial. Um sei lá misturado de liberdade e tempo para "tarefas" acumuladas, como ler muito, inventar coisas novas ou simplesmente não fazer nada.
Hoje as férias estão muito sem gosto. Falta ums pitada de canela, ou quem sabe, graças as novas dietas da moda, estão "sugar-free". Não sei. Não se fazem mais férias como antigamente. Ou fui eu que esqueci como são realmente.
(Nova Iguaçu, RJ, 20/12/2005)
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Vossos filhos (Gibran Khalil Gibran)
"Vossos filhos não são vossos filhos.São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos.
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a Sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável."
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Wednesday, July 26, 2006
mais um capítulo
Capítulo III
“Querido Pedro”
Desculpe o mau jeito. Não sou muito de escrever, quer dizer, cartas, cartas de amor...Bem, eu acho que é isto, não? Vou começar de novo. E prometo não parar.
Sinto saudades. Quando nos conhecemos, não sei o que houve...sei que foi muito legal. O fato de você ter ficado comigo lá em Santiago, e depois na volta. Honestamente, quando chegamos naquele lugar tão fora do roteiro, tão...fora do mundo, imaginei que nada pudesse acontecer. Mas você aconteceu...E agora sinto saudades.
Queria muito saber por onde você anda...por quais trilhas anda peregrinando? Alguma aqui pelo Brasil? Por favor, mande notícias!
Sabe, isso é meio estranho. Quer dizer, foram duas semanas incríveis, nós nos conhecemos bem, mas agora... não sei, é estranho... queria te ver. Queria saber se você ainda quer me ver. De repente, estou me iludindo. Talvez você tenha uma namorada aí em Barcelona. Talvez até estivesse com ela quando nos conhecemos...Você tinha alguns mistérios, eu podia notar...Mas não quero saber. Só quero ver você. Olhar pra você. Saber se você é mesmo real.
Estou até pensando em conseguir alguma coisa em Terrasa. Meu pai tem alguns amigos por lá, de repente arruma uma bolsa de estudos...Quero fazer algo em Design, sei lá, de repente dá certo.
Bom, acho que é isso. Espero uma resposta. Vou ficar escrevendo, ater o correio começar a devolver as cartas por “endereço inexistente”, ou até você aparecer.
Beijos.
Marieta
“Querido Pedro”
Desculpe o mau jeito. Não sou muito de escrever, quer dizer, cartas, cartas de amor...Bem, eu acho que é isto, não? Vou começar de novo. E prometo não parar.
Sinto saudades. Quando nos conhecemos, não sei o que houve...sei que foi muito legal. O fato de você ter ficado comigo lá em Santiago, e depois na volta. Honestamente, quando chegamos naquele lugar tão fora do roteiro, tão...fora do mundo, imaginei que nada pudesse acontecer. Mas você aconteceu...E agora sinto saudades.
Queria muito saber por onde você anda...por quais trilhas anda peregrinando? Alguma aqui pelo Brasil? Por favor, mande notícias!
Sabe, isso é meio estranho. Quer dizer, foram duas semanas incríveis, nós nos conhecemos bem, mas agora... não sei, é estranho... queria te ver. Queria saber se você ainda quer me ver. De repente, estou me iludindo. Talvez você tenha uma namorada aí em Barcelona. Talvez até estivesse com ela quando nos conhecemos...Você tinha alguns mistérios, eu podia notar...Mas não quero saber. Só quero ver você. Olhar pra você. Saber se você é mesmo real.
Estou até pensando em conseguir alguma coisa em Terrasa. Meu pai tem alguns amigos por lá, de repente arruma uma bolsa de estudos...Quero fazer algo em Design, sei lá, de repente dá certo.
Bom, acho que é isso. Espero uma resposta. Vou ficar escrevendo, ater o correio começar a devolver as cartas por “endereço inexistente”, ou até você aparecer.
Beijos.
Marieta
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Sunday, July 16, 2006
continuando o livro...
Capítulo II
- Marieta Coutinho!
- Presente.
- (não sei porque a gente precisa dessa chamada todo santo dia. Por que não nos chamam pelo número? Não nos dão um número?)
- Você quer ser só um número?
- ...
Claro que não. Marieta sabia que não era só um número. Mas isso era bobagem. Ela só não queria ouvi todos os dias seu sobrenome, que apesar de diminutivo tinha um peso digno de um aumentativo. Coisas de adolescente. Chatices. No fundo, tanto fazia ser Marieta como “número 35” para ela.
Margot volta a falar.
- Você vai mesmo à Europa, nas férias?
- Ainda não sei. Papai vem falando nessa viagem há tanto tempo que nem eu sei mais. Acho que a festa de debutante está mais fácil de sair.
- Que nada, ele vai é te fazer uma surpresona, você vai ver.
- Chegando em casa, Marieta vê o seu passaporte, novinho, em cima do aparador. “Quem diria. Eu, a herdeira dos Coutinho, aos 15 anos ainda virgem de passaporte. Isso é imoral!”, pensa, e com uma risada sobe para fazer as malas.
Marieta passou dois meses na Europa. Quando foi, achou que ia adorar Londres, se apaixonar em Roma e descobrir seu maior mistério na Espanha. Detestou Londres, descobriu no que queria trabalhar em Milão e se apaixonou em Santiago de Compostela. O que ela foi fazer lá ainda é um mistério até para ela. O que o lugar fez com ela, no entanto, ela descobriu...
- Marieta Coutinho!
- Presente.
- (não sei porque a gente precisa dessa chamada todo santo dia. Por que não nos chamam pelo número? Não nos dão um número?)
- Você quer ser só um número?
- ...
Claro que não. Marieta sabia que não era só um número. Mas isso era bobagem. Ela só não queria ouvi todos os dias seu sobrenome, que apesar de diminutivo tinha um peso digno de um aumentativo. Coisas de adolescente. Chatices. No fundo, tanto fazia ser Marieta como “número 35” para ela.
Margot volta a falar.
- Você vai mesmo à Europa, nas férias?
- Ainda não sei. Papai vem falando nessa viagem há tanto tempo que nem eu sei mais. Acho que a festa de debutante está mais fácil de sair.
- Que nada, ele vai é te fazer uma surpresona, você vai ver.
- Chegando em casa, Marieta vê o seu passaporte, novinho, em cima do aparador. “Quem diria. Eu, a herdeira dos Coutinho, aos 15 anos ainda virgem de passaporte. Isso é imoral!”, pensa, e com uma risada sobe para fazer as malas.
*****
Marieta passou dois meses na Europa. Quando foi, achou que ia adorar Londres, se apaixonar em Roma e descobrir seu maior mistério na Espanha. Detestou Londres, descobriu no que queria trabalhar em Milão e se apaixonou em Santiago de Compostela. O que ela foi fazer lá ainda é um mistério até para ela. O que o lugar fez com ela, no entanto, ela descobriu...
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Thursday, July 13, 2006
Monday, July 10, 2006
Boa semana pra vocês!!
Confiança – uma alavanca para um novo tempo
Lucia Helena dos Santos
"Oposta à confiança está a depressão. Precisamente a desconfiança engendra esta terrível víbora. Mas a confiança desperta as mais ardentes e divinas inclinações do espírito.
Os seres celestiais podem aproximar-se das pessoas nas horas de confiança e o milagre da inspiração cria as mais harmoniosas aproximações.
A confiança precisa ser cultivada pois, do contrário, a pessoa afunda na inércia. A confiança é o conhecimento direto; não pode haver traição ou prejuízo para quem desempenha a grande tarefa do Deus Vivo, que é confiar.
Aquele que é abençoado com a confiança não precisa de armadura. Para termos boa saúde é preciso ter alegria em viver. Mas, como podemos ser alegres se não confiamos no nosso próximo, no bem e na vida?
Sem confiança, nossos dias se tornam de uma feiúra só. Ficamos tristes, amargos, descrentes e... depressivos e doentes.
O bem-estar e a saúde são encontrados na confiança. É preciso confiar no presente e no futuro, no conhecido e no desconhecido, no visível e no invisível. Mas não vamos confundir confiante com descuidado!.
A vitória só é alcançada pela confiança e pelo coração aberto. A fé corresponde à auto-hipnose, enquanto a confiança diz respeito a auto-análise. A fé é indefinida em sua essência, mas a confiança confirma a infalibilidade do amor.
A manifestação da confiança é indispensável para a comunhão com Deus."
Lucia Helena dos Santos
"Oposta à confiança está a depressão. Precisamente a desconfiança engendra esta terrível víbora. Mas a confiança desperta as mais ardentes e divinas inclinações do espírito.
Os seres celestiais podem aproximar-se das pessoas nas horas de confiança e o milagre da inspiração cria as mais harmoniosas aproximações.
A confiança precisa ser cultivada pois, do contrário, a pessoa afunda na inércia. A confiança é o conhecimento direto; não pode haver traição ou prejuízo para quem desempenha a grande tarefa do Deus Vivo, que é confiar.
Aquele que é abençoado com a confiança não precisa de armadura. Para termos boa saúde é preciso ter alegria em viver. Mas, como podemos ser alegres se não confiamos no nosso próximo, no bem e na vida?
Sem confiança, nossos dias se tornam de uma feiúra só. Ficamos tristes, amargos, descrentes e... depressivos e doentes.
O bem-estar e a saúde são encontrados na confiança. É preciso confiar no presente e no futuro, no conhecido e no desconhecido, no visível e no invisível. Mas não vamos confundir confiante com descuidado!.
A vitória só é alcançada pela confiança e pelo coração aberto. A fé corresponde à auto-hipnose, enquanto a confiança diz respeito a auto-análise. A fé é indefinida em sua essência, mas a confiança confirma a infalibilidade do amor.
A manifestação da confiança é indispensável para a comunhão com Deus."
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Friday, July 07, 2006
Olha só (carioquíssima)
"Time to eat all your words
swallow your pride
open your eyes..."
(Tears for fears - sowing the seeds of love)
swallow your pride
open your eyes..."
(Tears for fears - sowing the seeds of love)
Sou míope. Se eu tirar meus óculos, meus -8,25 graus vão me fazer ver tudo embaçado do nariz pra diante. Agora você me diz: é o mundo que precisa de ajuste de foco ou eu que preciso pôr meus óculos de volta?
Pra quem não entende metáforas: se tudo aparenta estar errado, se ninguém faz nada certo na sua opinião, é o mundo que tem que mudar ou é você que precisa repensar seu ponto de vista?
OK, OK, simplista demais. Nem sempre a falta é nossa. O mundo é feio, tem coisa errada acontecendo o tempo todo. Mas me custa acreditar que na esfera de um indivíduo possa acontecer só coisas más, e só pessoas “erradas” convivam com este indivíduo! Se você repete um padrão de comportamento e ele resulta em fracasso, a culpa é sua sim! Porque por mais que você ache o contrário, esse jeito de agir é errado sim! É um exercício de lógica. Não dá pra consertar o mundo assim, mas dá pelo menos pra viver melhor consigo e com os que te cercam.
Ponha os óculos do bom senso, repense seu modo de agir. Não se envergonhe de admitir seus erros, mas reflita numa forma de não repeti-los. Imagine um jeito de passar por uma situação sem culpar ninguém por ela. Não é questão de ser “bonzinho”, é assumir as rédeas da sua vida, tomar a responsabilidade pelo que acontece nela, e deixar de ser passivo em relação a isso. Agir, não reagir.
E, sim, estou falando a alguém, especificamente. Se esse alguém vai entender, não sei. Mas se entender, vai ser ótimo, e prometo guardar segredo. Afinal, quem sou eu pra dar conselhos, pelo menos pra certas pessoas? Até onde sei, sou apenas “nuts” e não sei nada da vida...
"All for freedom and for pleasure
Nothing ever lasts forever
Everybody wants to rule the world..."
(Ibid. - Everybody wants to rule the world)
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Sunday, July 02, 2006
O quê? A doida vai falar da Copa??
Desculpem, mas agora eu vou falar. Sei que quem me conhece vai me entender, e espero que quem não me conhece não me leve a mal. Essa negócio da Copa, essa comoção toda pela eliminação da Seleção Brasileira da competição, pra mim nada mais é do que reflexo de tudo o que nos faz brasileiros, em termos de povo, não de nacionalidade. Torcer pelo "Brasil" na Copa não vai me fazer mais ou menos brasileiro. Eu sou Brasileira todos os dias, e não de 4 em 4 anos. Tem dias que acordo não querendo ser, mas isso é um detalhe. Na boa, chorar copiosamente, ou passar mal, deixar de comer ou dormir, porque um grupo de atletas que por acaso estão representando seu país em uma competição, é o cúmulo. Reflete o quanto nós, povo brasileiro, somos manipulados, seja pelos políticos, pelo Carnaval ou pela Copa. O brasileiro como povo tem o terrível hábito de esquecer que o mundo não pára quando a gente pára. Ou seja, a cada dia, a cada minuto que passamos desperdiçando nosso tempo com algo que além de não nos acrescentar nada ainda vai nos fazer sofrer, estamos nos distanciando do mundo, sendo passados pra trás, feito um bando de manés. Eu sei, a gente precisa de distração, de lazer e tal, mas o que vejo é que, como uma droga, essa tal de Copa a cada dia mais toma conta de nossas vidas, e nos tira da realidade a ponto de não enxergarmos o quanto estamos dependentes dela, a título de "distração", simplesmente porque não temos outra razão pra viver, ou achamos que não temos!!
Eu sei que nesse exato momento vocês, meus três fiéis leitores estarão lendo isso e reconsiderando sua fidelidade a meu blog...sei que milhares de torcedores apaixonados terão mil argumentos contra minha posição, todos patriotas defendendo seu país, que tem muitas riquezas, mas é injustiçado e tem no futebol uma forma de expressar sua superioridade, blablablabla...tudo bem, eu não ligo. Já passei por isso nas Olimpíadas, no Pan...ano que vem tem mais. Tem Pan, no Rio, e me verei obrigada a responder o quanto estou orgulhosa de ter uma competição desse "porte" acontecendo na minha terrinha natal. Tudo bem. Contanto que não tenha que ver a Daiane dos Santos pululando ao som de "Brasileirinho", pra mim tá ótimo. Porque aí é "patriotismo" demais pro meu gosto.
Eu sei que nesse exato momento vocês, meus três fiéis leitores estarão lendo isso e reconsiderando sua fidelidade a meu blog...sei que milhares de torcedores apaixonados terão mil argumentos contra minha posição, todos patriotas defendendo seu país, que tem muitas riquezas, mas é injustiçado e tem no futebol uma forma de expressar sua superioridade, blablablabla...tudo bem, eu não ligo. Já passei por isso nas Olimpíadas, no Pan...ano que vem tem mais. Tem Pan, no Rio, e me verei obrigada a responder o quanto estou orgulhosa de ter uma competição desse "porte" acontecendo na minha terrinha natal. Tudo bem. Contanto que não tenha que ver a Daiane dos Santos pululando ao som de "Brasileirinho", pra mim tá ótimo. Porque aí é "patriotismo" demais pro meu gosto.
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