Tuesday, March 03, 2009
prever ou não prever - eis a ... ah, você sabe
Ontem e hoje tive sonhos estranhíssimos, e como não abro mão de minhas ferramentas astrais, fui logo ver o significado deles. Dois sites mais confiáveis na minha opinião deram respostas desastrosas. Nos outros não achei respostas completas. Vivo dizendo ao meu marido, que é do tipo "precavido" (medo de ladrão e coisas afins) que não se pode pensar muito em fatalidades, que podem acontecer sem que a gente tenha muito poder de "barganha" com o destino. Isso pode atrair energias negativas em função do tal temido evento, e bum! a coisa acontece. Mas nesse caso, poxa, eu tava meio que inocente no lance dos sonhos, não podia imaginar que podia ser tão ruim. E agora, continuo me orientando pelo tarô, sonhos, presságios? Não chego a ser igual a Indira, da novela, que só deixa o marido sair de casa quando a empregada vai pra porta segurando um pote de leite (que é muito "auspicioso"...), mas sei lá, eu acho bom estar preparada para algo que de repente eu possa evitar. Mas e se, ao pensar nisso, já estou atraindo?? Ai, que saco...
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Sunday, March 01, 2009
comentando...
...um dos comentários do blog da novelista Glória Perez, nem vou mencionar o nome da pessoa pra ela nâo ficar mal (na verdade, nem parei pra ler o nome; não julgo o que leio pela pessoa, e sim avalio a pessoa pelo que ela escreve, do mesmo jeito que não dou nota pela cara):
O Zeca não agrada às professoras medíocres não, tá? Ele no máximo é um estereótipo, uma hipérbole, criado para chocar e induzir a pessoas medíocres, que não entendem o quão difícil é o trabalho do Pedagogo, a pensar. Pois se em uma escola estadual só tivesse professor incompetente, então nas universidades só temos alunos incompetentes, porque o processo de seleção é basicamente o mesmo: concurso. E se vocês querem saber, é uma merda passar naquele troço. Eu que passei nos dois (vestibular para universidade federal e dois concursos do magistério estadual), sei o quanto é difícil. E na escola onde eu trabalho ninguém pega aluno pra cristo não. Nos conselhos de classe todos identificamos, por uninimidade, os alunos que têm mais dificuldade, seja disciplinar ou pedagógica. E todos sabemos que a culpa não é do aluno, mas do ambiente em que ele vive (família, amigos, comunidade...). Nós tentamos, com os parcos recursos que nos são disponibilizados (e muitas vezes com nossos próprios minguados salários), minimizar essas dificuldades. O principal entrave a isso está sendo justamente quem? Os pais, digníssimos pais, que tomam a parte pelo todo, que chegam na escola no dia em que uma professora faltou por motivo de doença do filho e sai "esculachando" todos os professores, dizendo na cara da diretora que nós merecemos a miséria que recebemos, pois não gostamos de trabalhar!! Existem sim professores que, já desiludidos pelos anos de "esculacho" com a classe e desencantados com a perspectiva de nadar e morrer na praia, partidários do "uma andorinha só não faz verão", que literalmente "cagam" pro serviço que prestam, e já sem o "tesão" pela profissão dão aulas completamente burocráticas. Mas, mesmo que estes não sejam minoria, estão se aposentando, e aos poucos o Ensino Público vai se renovando. O processo de deterioração do ensino foi longo, mais de 30 anos nós estamos nesse lodaçal. E os pais também foram se entregando, se anestesiando e se acostumando a pôr a culpa de tudo no Governo. Por extensão, colocam a responsabilidade pela "educação" dos filhos nos professores. Aqui é todo mundo bastante inteligente pra saber que educação é uma coisa e "Educação" (com inicial maiúscula) é outra, esta claro sendo nossa responsabilidade. Tenho plena confiança no meu "taco", sem me gabar, sei que sou competente, pois aprendi em uma ótima instituição acadêmica e tive ótimas experiências. Continuo tendo. Tenho plena consciência de que a cada dia estou aprendendo ao ensinar e a ensinar. Não sou perfeita, mas tento fazer o meu melhor e busco diariamente formas novas de abordar meus alunos. Não é papo furado, é a mais pura expressão da verdade. Amo ensinar, tenho 12 anos de profissão e sei que posso não ser a melhor, nem a mais querida das professoras, mas tenho certeza de que sou uma das mais esforçadas, e tenho mais certeza ainda de que não mereço ESTOJADA na cara. Até porque, antes de mais nada, sou gente.
O Zeca não agrada às professoras medíocres não, tá? Ele no máximo é um estereótipo, uma hipérbole, criado para chocar e induzir a pessoas medíocres, que não entendem o quão difícil é o trabalho do Pedagogo, a pensar. Pois se em uma escola estadual só tivesse professor incompetente, então nas universidades só temos alunos incompetentes, porque o processo de seleção é basicamente o mesmo: concurso. E se vocês querem saber, é uma merda passar naquele troço. Eu que passei nos dois (vestibular para universidade federal e dois concursos do magistério estadual), sei o quanto é difícil. E na escola onde eu trabalho ninguém pega aluno pra cristo não. Nos conselhos de classe todos identificamos, por uninimidade, os alunos que têm mais dificuldade, seja disciplinar ou pedagógica. E todos sabemos que a culpa não é do aluno, mas do ambiente em que ele vive (família, amigos, comunidade...). Nós tentamos, com os parcos recursos que nos são disponibilizados (e muitas vezes com nossos próprios minguados salários), minimizar essas dificuldades. O principal entrave a isso está sendo justamente quem? Os pais, digníssimos pais, que tomam a parte pelo todo, que chegam na escola no dia em que uma professora faltou por motivo de doença do filho e sai "esculachando" todos os professores, dizendo na cara da diretora que nós merecemos a miséria que recebemos, pois não gostamos de trabalhar!! Existem sim professores que, já desiludidos pelos anos de "esculacho" com a classe e desencantados com a perspectiva de nadar e morrer na praia, partidários do "uma andorinha só não faz verão", que literalmente "cagam" pro serviço que prestam, e já sem o "tesão" pela profissão dão aulas completamente burocráticas. Mas, mesmo que estes não sejam minoria, estão se aposentando, e aos poucos o Ensino Público vai se renovando. O processo de deterioração do ensino foi longo, mais de 30 anos nós estamos nesse lodaçal. E os pais também foram se entregando, se anestesiando e se acostumando a pôr a culpa de tudo no Governo. Por extensão, colocam a responsabilidade pela "educação" dos filhos nos professores. Aqui é todo mundo bastante inteligente pra saber que educação é uma coisa e "Educação" (com inicial maiúscula) é outra, esta claro sendo nossa responsabilidade. Tenho plena confiança no meu "taco", sem me gabar, sei que sou competente, pois aprendi em uma ótima instituição acadêmica e tive ótimas experiências. Continuo tendo. Tenho plena consciência de que a cada dia estou aprendendo ao ensinar e a ensinar. Não sou perfeita, mas tento fazer o meu melhor e busco diariamente formas novas de abordar meus alunos. Não é papo furado, é a mais pura expressão da verdade. Amo ensinar, tenho 12 anos de profissão e sei que posso não ser a melhor, nem a mais querida das professoras, mas tenho certeza de que sou uma das mais esforçadas, e tenho mais certeza ainda de que não mereço ESTOJADA na cara. Até porque, antes de mais nada, sou gente.
a redenção de Gloria Perez (ou "inversão de valores")
Gente, tenho cismas infinitas com essa mania da Glória Perez de lutar em prol de causas em suas novelas. Quem me acompanha leu isso há um tempo atrás. Acho uma demagogia e um desserviço, uma vez que banaliza e ficcionaliza um problema muitas vezes real. Mas agora, correndo o risco de estar legislando em causa própria, ou por causa disso mesmo, tenho que dar a mão a palmatória. Pra quem não sabe, ela tem falado em sua novela sobre os alunos "pitboys" e sua falta total de respeito para com a autoridade (leia-se professores e autoridades policiais em si). Mas a bem da verdade, ainda não concordo com a vinda desse assunto à baila numa novela, apesar de eu mesma ser vítima de alunos mal-educados e acobertados por papais e mamães abestalhados. Trouxe esse assunto ao blog pra comentar sobre a inversão de valores que acabou sendo descoberta com a divulgação desse tema. Explico: Segundo o Ancelmo Góis (e eu pude comprovar, lendo alguns), a autora tem recebido, em seu blog, montes de comentários revoltados de pessoas que, ao que parecem, DEFENDEM o "bebê" Zeca!! E pra piorar a situação, acham dois personagens corretíssimos, Indra e Maico, dois babacas!! É claro que entra aí aquela velha história: ninguém assiste novela, a não ser as do Manoel Carlos, pra ver pessoas boazinhas, consideradas "sem-sal". Hoje em dia nem o mocinho é 100% bom. Tem seu lado audacioso, pois precisa lutar, às vezes meio "sujo" pra conquistar a mocinha. Mas essa situação já é extrema!! Cá entre nós, é uma inversão de valores do cacete!! Sinal dos tempos, meus caros, sinal dos tempos...
Pensando bem, mesmo sendo uma realidade que eu vivo, continuo não concordando com a abordagem desse tipo de problema real numa novela. Justamente pelo que gera. O simples fato de estar em uma novela dá um ar de ficção e gera um efeito contrário ao que seria o esperado: em vez das pessoas ficarem chocadas, elas agem como se aquilo não existisse: "Ah! não é possível!! Isso já é exagero!! Que é isso, ninguém faz isso!! Besteira!!" etc e tal. Daí para a dormência é um pulo. É quase o mesmo efeito que acontece quando vemos seguidamente notícias sobre violência e mortes. De tanto vermos, nos acostumamos com aquilo, achamos normal. Anestesia mental/visual.
TV é uma merda, sabia?...
Pensando bem, mesmo sendo uma realidade que eu vivo, continuo não concordando com a abordagem desse tipo de problema real numa novela. Justamente pelo que gera. O simples fato de estar em uma novela dá um ar de ficção e gera um efeito contrário ao que seria o esperado: em vez das pessoas ficarem chocadas, elas agem como se aquilo não existisse: "Ah! não é possível!! Isso já é exagero!! Que é isso, ninguém faz isso!! Besteira!!" etc e tal. Daí para a dormência é um pulo. É quase o mesmo efeito que acontece quando vemos seguidamente notícias sobre violência e mortes. De tanto vermos, nos acostumamos com aquilo, achamos normal. Anestesia mental/visual.
TV é uma merda, sabia?...
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Friday, February 27, 2009
o efeito borboleta x a hora do planeta
Bom, eu até tentei ler o livro pra ver se ele se aprofundava mais no tema do que o filme. Mas vi o outro lado da moeda, ele se aprofunda demais. Tipo pré-sal, entende? Não dá pra mim ainda, estou meio artesiana... Mas posso dizer com propriedade: aquilo que o Ashton Kutcher fazia no filme não é nenhuma ficção. Digo pelo seguinte: simplificando as coisas, todo mundo é responsável por toda e qualquer mudança em qualquer âmbito, no meio em que vive. E assim como uma onda, cada ação gera uma outra ação, que por sua vez gera outra e assim sucessivamente, até que uma hora a coisa volta pra você. Não é simplesmente uma questão de ação e reação. E isso anula qualquer esforço que você faça para se eximir da responsabilidade pelo que acontece no mundo. É o extremo oposto daquela cantilena: "Por que vou fazer algo pelo mundo, se o meu vizinho não faz nada?". Ao contrário do que você pensa meu amigo, seu único e precioso gesto pode fazer TODA a diferença. Lembra daquele seu amigo que te tirou da maior fossa simplesmente porque contou uma piada idiota? Pois é, ele pode ter salvo a sua vida, e por extensão a da sua família, e a de milhares de pessoas que dependem de você, direta ou indiretamente. E de repente ele nem se deu conta de que ele um dia fez a diferença.
Não se subestime. Coisas que você faz todo dia, ou não, ou aquilo que você faz diferente de outras pessoas que você conhece, são importantes, para o bem ou para o mal. Mesmo que pareça idiotice quando falamos. Desde que me entendo por gente, guardo lixinho nos bolsos ou na bolsa, quando estou na rua e não acho uma lata de lixo. Mesmo quando vejo montes de "lixões" espalhados pelo meu caminho. Meu lixo em casa vai para o latão em dois sacos (brancos, os coloridos demoram mais para se decompor): um de lixo "seco" (reciclável) e o outro de lixo "umido", aquele chamado de não reciclável, o orgânico. Mesmo que eu saiba que na minha cidade apenas 2% do lixo vai para cooperativas. Tem nada não. Rejeito as sacolas de mercado quando compro um ou dos itens, mesmo vendo que a dona atrás de mim coloca um saco dentro do outro pra levar uma garrafa de óleo. Ah, outra coisa que eu tenho cuidado, guardo meu óleo usado(que por sinal é muito pouco, porque frito meus bifes na própria gordura, e ainda sobra - santo teflon) eu guardo em garrafinhas pet e levo pra fazer sabão. Todas as lâmpadas de casa são fluorescentes, e não é (só) porque sou pão-dura; Até um pouco antes de me formar, complementava minha renda com cartões de papel reciclado que fazia com as folhas dos trabalhos da faculdade, de um período para o outro... enfim, coisas que eu faço, mas pouca gente sabe, porque dizem logo aquela frase idiota lá de cima. E sinceramente, tou ficando meio velha e sem paciência pra explicar o porquê dessas "bobeiras". Eu acho pouco, ainda. Queria poder fazer mais. Tenho certeza que se eu fizesse um pouco mais, adiaria um pouco mais nosso triste fim nesse planetinha.
Em tempo: o post mais nonsense de todo esse blog não disse a que veio logo de cara, por isso a cara de consternado de alguns e esse adendo: Aderi à campanha da WWF "a hora do planeta". Façam alguma coisa também, Não parece não mas faz diferença. Senão vou começar tudo de novo, que escrever "palpitagens" da forma mais pernóstica possível é comigo mesmo!
Entra aí e se cadastra!!
Não se subestime. Coisas que você faz todo dia, ou não, ou aquilo que você faz diferente de outras pessoas que você conhece, são importantes, para o bem ou para o mal. Mesmo que pareça idiotice quando falamos. Desde que me entendo por gente, guardo lixinho nos bolsos ou na bolsa, quando estou na rua e não acho uma lata de lixo. Mesmo quando vejo montes de "lixões" espalhados pelo meu caminho. Meu lixo em casa vai para o latão em dois sacos (brancos, os coloridos demoram mais para se decompor): um de lixo "seco" (reciclável) e o outro de lixo "umido", aquele chamado de não reciclável, o orgânico. Mesmo que eu saiba que na minha cidade apenas 2% do lixo vai para cooperativas. Tem nada não. Rejeito as sacolas de mercado quando compro um ou dos itens, mesmo vendo que a dona atrás de mim coloca um saco dentro do outro pra levar uma garrafa de óleo. Ah, outra coisa que eu tenho cuidado, guardo meu óleo usado(que por sinal é muito pouco, porque frito meus bifes na própria gordura, e ainda sobra - santo teflon) eu guardo em garrafinhas pet e levo pra fazer sabão. Todas as lâmpadas de casa são fluorescentes, e não é (só) porque sou pão-dura; Até um pouco antes de me formar, complementava minha renda com cartões de papel reciclado que fazia com as folhas dos trabalhos da faculdade, de um período para o outro... enfim, coisas que eu faço, mas pouca gente sabe, porque dizem logo aquela frase idiota lá de cima. E sinceramente, tou ficando meio velha e sem paciência pra explicar o porquê dessas "bobeiras". Eu acho pouco, ainda. Queria poder fazer mais. Tenho certeza que se eu fizesse um pouco mais, adiaria um pouco mais nosso triste fim nesse planetinha.
Em tempo: o post mais nonsense de todo esse blog não disse a que veio logo de cara, por isso a cara de consternado de alguns e esse adendo: Aderi à campanha da WWF "a hora do planeta". Façam alguma coisa também, Não parece não mas faz diferença. Senão vou começar tudo de novo, que escrever "palpitagens" da forma mais pernóstica possível é comigo mesmo!
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Wednesday, February 25, 2009
boa bosta bunda (a.k.a. Big Brother Brasil
Vocês já repararam naqueles flashes do BBB? Aqueles onde o repórter chato entrevista não sei quantas pessoas sobre alguma fofoca dos BBB's (uma ótima forma de os fofoqueiros enrustidos se "expressarem" sem serem julgados, aliás...)? Pois é, segura essa ponta do raciocínio um minuto.
Quantas pessoas vocês conhecem que veem MESMO o tal programa? Não, sério. Imagino que deva bater recordes em alguns lugares, mas eu duvido, duvido mesmo, que a Globo ainda tenha aquele Ibope todo de antigamente com esse troço.
Todo mundo que me conhece sabe a minha opinião. Não escondo de ninguém. Mas nunca malhei quem gostava de ver. Hoje em dia eu pergunto a todo mundo que encontro se estão acompanhando (pessoal tá até achando que quem tá vendo sou eu, e quem não gosta até me olha meio de banda...), e pasmem: conto nos dedos quem efetivamente vê (com exceção das inconvenientes entradas ao longo da programação. Olha que eu conheço muita gente, de vários lugares e classes sociais diferentes, não me restrinjo só ao meu círculo restrito de amizades, escolhida a dedo (por eles, hihihihi...)
Lembra da ponta que eu pedi pra você segurar? Então: Onde diacho aquele cara arruma tanta gente pra dar tanto palpite na vida dos outros, meu Pai?? Acho que pra cada flash que ele faz, deve ficar umas duas ou três horas perguntando: "Você assiste Big Brother?", "Ih, eu não cara, sai fora..."; "A senhora acompanha o BBB?", "Deus me livre meu filho, coisa chata...!", e por aí vai.
Não sei o que é pior, se o programa ou os flashes. Ah, sei sim. Pra mim os flashes são piores. Além do inconveniente de eu ter a minha programação "normal" interrompida, ter que olhar pra cara de cachorro daquele repórter dá ao "de olho no BBB" o troféu franboesa da televisão brasileira atual.
Quantas pessoas vocês conhecem que veem MESMO o tal programa? Não, sério. Imagino que deva bater recordes em alguns lugares, mas eu duvido, duvido mesmo, que a Globo ainda tenha aquele Ibope todo de antigamente com esse troço.
Todo mundo que me conhece sabe a minha opinião. Não escondo de ninguém. Mas nunca malhei quem gostava de ver. Hoje em dia eu pergunto a todo mundo que encontro se estão acompanhando (pessoal tá até achando que quem tá vendo sou eu, e quem não gosta até me olha meio de banda...), e pasmem: conto nos dedos quem efetivamente vê (com exceção das inconvenientes entradas ao longo da programação. Olha que eu conheço muita gente, de vários lugares e classes sociais diferentes, não me restrinjo só ao meu círculo restrito de amizades, escolhida a dedo (por eles, hihihihi...)
Lembra da ponta que eu pedi pra você segurar? Então: Onde diacho aquele cara arruma tanta gente pra dar tanto palpite na vida dos outros, meu Pai?? Acho que pra cada flash que ele faz, deve ficar umas duas ou três horas perguntando: "Você assiste Big Brother?", "Ih, eu não cara, sai fora..."; "A senhora acompanha o BBB?", "Deus me livre meu filho, coisa chata...!", e por aí vai.
Não sei o que é pior, se o programa ou os flashes. Ah, sei sim. Pra mim os flashes são piores. Além do inconveniente de eu ter a minha programação "normal" interrompida, ter que olhar pra cara de cachorro daquele repórter dá ao "de olho no BBB" o troféu franboesa da televisão brasileira atual.
Wednesday, February 11, 2009
postagens RSS e ATOM - feeds, enfim
Gente!!! Descobri a pólvora!!
Acabei de me desenrolar no uso da ferramenta de feeds - agora, todos os blogs e sites que acompanho estão juntos, para que eu possa ver as atualizações sem precisar entrar de um em um. Até porque sempre esqueço de algum (aprender a entrar pelo link que ela mesma colocou, necas...). Mas, aí, super legal. Me embolei um pouco no início, achei até que tinha feito algo errado, sei lá, de repente precisava de uma palavra mágica - "abre-te, site", quem sabe, mas depois que esperei (paciência com "edge connection" é fundamental...)tava lá, tudinho, atualizado, pronto pra ser lido. Santa tecnologia, Batman...
Em tempo: se um dos meus três leitores fiéis quiser, também pode adicionar o meu modesto blog aos seus respectivos feeds. prometo que vocês terão ao menos um post semanal pra justificar o espaço das suas listas de leitura. Beijins.
Acabei de me desenrolar no uso da ferramenta de feeds - agora, todos os blogs e sites que acompanho estão juntos, para que eu possa ver as atualizações sem precisar entrar de um em um. Até porque sempre esqueço de algum (aprender a entrar pelo link que ela mesma colocou, necas...). Mas, aí, super legal. Me embolei um pouco no início, achei até que tinha feito algo errado, sei lá, de repente precisava de uma palavra mágica - "abre-te, site", quem sabe, mas depois que esperei (paciência com "edge connection" é fundamental...)tava lá, tudinho, atualizado, pronto pra ser lido. Santa tecnologia, Batman...
Em tempo: se um dos meus três leitores fiéis quiser, também pode adicionar o meu modesto blog aos seus respectivos feeds. prometo que vocês terão ao menos um post semanal pra justificar o espaço das suas listas de leitura. Beijins.
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Friday, January 23, 2009
Bridget Jones: a saga da doida adolescente mental
Bom, hoje comentaremos sobre a série (bem, foram dois livros/filmes, não?) “O diário de Bridget Jones”. Como comentário geral, pode-se dizer que o mote é muito bom (diários, blogs, sempre dão bons motes, hihihi...). É possível, estruturalmente falando, contar qualquer história, até mesmo uma romântica e sem-sal história de amor, através de uma narrativa em primeira pessoa, em formato de confidências a um diário. Veja bem, quando se conta uma história a alguém, a tendência é dissimular certos pecadinhos conscientes, ou distorcer algumas passagens constrangedoras para o narrador. Mas não se mente para um diário (a menos que seja seu peso, cigarros fumados ou calorias consumidas...!). Tudo se torna mais real, mais próximo, mais humano...e isso compensa o fato de estarmos lidando com uma pessoa inverossímil.
Não, é sério, Bridget Jones não existe! Não é papo de padre Quevedo não. Que pessoa (não estou nem me limitando ao sexo feminino) que aos 30 anos ainda depende emocionalmente dos pais, apesar de “odiar”, não sabe a quantas anda suas finanças, contrai dívidas e quebra pra, no minuto seguinte, sair às compras, simplesmente por estar deprimida? Ou ainda, gosta de uma pessoa, mas não confia, nem dá um crédito de confiança? Que confere a caixa postal de minuto em minuto, depois que desconfia que cometeu um erro ao não confiar na supracitada pessoa? Que se engana e se neurotiza com a própria balança? Sabe que vai se atrasar para o trabalho, um encontro ou algo do gênero, e não faz nada pra mudar isso? Que se perde em prazos porque devaneia demais? Tudo isso junto, e repito, aos 30 anos de idade? Geralmente encontramos esse padrão em uma adolescente. Psicologicamente falando, a adolescência não tem um período certo para acabar, e a maturidade não começa automaticamente. É tudo um processo, o que nos leva a crer que nossa Bridget nada mais é do que uma adolescente no corpo de uma balzaca.
Mas isso não tira a diversão, é claro. Pelo contrário, acentua ainda mais a diversão. Podemos rir livremente, sabendo que é (quase) impossível sermos iguais a ela. Estamos perdoadas, nos livramos do “roto rindo do esfarrapado”. Sem dúvida é uma ótima sensação. Vi primeiro o filme, tinha acabado de ser demitida, um pouco antes de saber que estava grávida. Precisava me divertir e desanuviar um pouco. Peguei o filme, e não me arrependi. Quase como um livro de auto-ajuda às avessas, ele me fez ver que a culpa nunca é da gente. Mesmo que seja, quase sempre. Apesar de todas as coisas estúpidas que se faz, sempre se pode ser feliz, encontrar alguém que, apesar de toda a nossa incredulidade, poderia até brigar no meio da rua por nossa causa, e que gosta até de todos os nossos defeitos.
Por fim, fora o fato de o filme enfatizar muito mais as relações amorosas do que o livro, ambos são muito bons. Os filmes são bem leves, bastante digeríveis, e os livros são fáceis de ler, dado o formato em capítulos curtos (dias, né?). Reserve para aqueles dias quando você se sente o cocô do cavalo do bandido. Você se surpreenderá com o resultado. E não se preocupe se você não tem paciência para ler. O filme faz o mesmo efeito. E você ainda se deliciar com Colin Firth e Hugh Grant se socando por uma mulher que pode ser você. Ou, se for homem, ver-se no lugar de Firth, apanhando e depois ganhando aquela gordinha que ta na seca, desesperada pra, er, ficar com você.
Próxima atração: Virginia Wolf ou Dan Brown? Fique ligado!!
Não, é sério, Bridget Jones não existe! Não é papo de padre Quevedo não. Que pessoa (não estou nem me limitando ao sexo feminino) que aos 30 anos ainda depende emocionalmente dos pais, apesar de “odiar”, não sabe a quantas anda suas finanças, contrai dívidas e quebra pra, no minuto seguinte, sair às compras, simplesmente por estar deprimida? Ou ainda, gosta de uma pessoa, mas não confia, nem dá um crédito de confiança? Que confere a caixa postal de minuto em minuto, depois que desconfia que cometeu um erro ao não confiar na supracitada pessoa? Que se engana e se neurotiza com a própria balança? Sabe que vai se atrasar para o trabalho, um encontro ou algo do gênero, e não faz nada pra mudar isso? Que se perde em prazos porque devaneia demais? Tudo isso junto, e repito, aos 30 anos de idade? Geralmente encontramos esse padrão em uma adolescente. Psicologicamente falando, a adolescência não tem um período certo para acabar, e a maturidade não começa automaticamente. É tudo um processo, o que nos leva a crer que nossa Bridget nada mais é do que uma adolescente no corpo de uma balzaca.
Mas isso não tira a diversão, é claro. Pelo contrário, acentua ainda mais a diversão. Podemos rir livremente, sabendo que é (quase) impossível sermos iguais a ela. Estamos perdoadas, nos livramos do “roto rindo do esfarrapado”. Sem dúvida é uma ótima sensação. Vi primeiro o filme, tinha acabado de ser demitida, um pouco antes de saber que estava grávida. Precisava me divertir e desanuviar um pouco. Peguei o filme, e não me arrependi. Quase como um livro de auto-ajuda às avessas, ele me fez ver que a culpa nunca é da gente. Mesmo que seja, quase sempre. Apesar de todas as coisas estúpidas que se faz, sempre se pode ser feliz, encontrar alguém que, apesar de toda a nossa incredulidade, poderia até brigar no meio da rua por nossa causa, e que gosta até de todos os nossos defeitos.
Por fim, fora o fato de o filme enfatizar muito mais as relações amorosas do que o livro, ambos são muito bons. Os filmes são bem leves, bastante digeríveis, e os livros são fáceis de ler, dado o formato em capítulos curtos (dias, né?). Reserve para aqueles dias quando você se sente o cocô do cavalo do bandido. Você se surpreenderá com o resultado. E não se preocupe se você não tem paciência para ler. O filme faz o mesmo efeito. E você ainda se deliciar com Colin Firth e Hugh Grant se socando por uma mulher que pode ser você. Ou, se for homem, ver-se no lugar de Firth, apanhando e depois ganhando aquela gordinha que ta na seca, desesperada pra, er, ficar com você.
Próxima atração: Virginia Wolf ou Dan Brown? Fique ligado!!
Sunday, January 11, 2009
livros recomendados baseados em filmes
Bom, esse tipo de "análise palpitativa" aqui desse bloguito é inédita, com certeza. O que é irônico pelo fato de eu ser completamente louca por livros, mas compreensível pelo fato de não ser tão cinéfila assim. Ou talvez não. Sei lá. De repente o fato de não ser tão aficionada por filmes me desperte a vontade de defender os livros dos quais eles se originaram. O caso é que agora tenho visto bastante filmes (graças ao meu apaixonado marido, fã de filmes e não tão fã de livros - prefere revistas especializadas. Mas ainda mudo isso, hehe). E minha mente "nuts" decidiu, para azar de vocês, pobres leitores incautos, falar sobre esse assunto.
Vou começar pelo já clássico (pra não dizer velho), "Diário de Bridget Jones". No próximo bloco, quer dizer, post. Um minuto pro comercial. Quer dizer, pro xixi.
Vou começar pelo já clássico (pra não dizer velho), "Diário de Bridget Jones". No próximo bloco, quer dizer, post. Um minuto pro comercial. Quer dizer, pro xixi.
Monday, January 05, 2009
na recuperação
Depois que saí do hospício (voltei de Natal), demorei um pouco pra me readaptar à vida normal. E ainda estou me readaptando. O que está me ajudando é a observação. Que curiosamente tem-me feito ver cada loucura acontecendo...! Outro dia eu estava indo pegar o ônibus, quando vi um homem andando na minha direção, pelo canto da rua. Logo atrás, cerca de trinta metros atrás dele, uma mulher andando de bicicleta. Eu a vi, e obviamente subi na calçada (eu tambèm estava andando pela rua - costume horrível, eu sei). A rua era tranquila, quase não passavam carros ali, e o homem vinha tranquilamente pela "contra-mão", certo de ver algum carro assim que viesse. Mas não viu, obviamente, a ciclista que vinha atrás dele, que começou a sibilar, tipo atiçando cachorro, "tsss, tssss", pra chamar a atenção do senhor. Este tomou um baita susto com a mulher quase no "cangote" dele e subiu na calçada a tempo de escapar de um vexaminoso atropelamento. A mulher passou ventando e reclamou: "O senhor não enxerga não??" Não aguentei e caí na risada. Caramba, que gente sem noção!! É claro que não enxerga!! Pesquisas comprovam que 99,9% das pessoas são cegas do olho traseiro, e os outros 0,01% vêem névoas...
Depois a louca sou eu...
Depois a louca sou eu...
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